De Houston ao Regueirão dos Anjos: questões de ego e humildade
Lembro-me muitas vezes do ar perfeitamente sereno que o Iniesta (meio-campista histórico do Barcelona e da Seleção Espanhola) exibia ao ser entrevistado, ainda no relvado, logo após ter conquistado o Campeonato do Mundo de 2010, na África do Sul. A humildade na sua postura era de tal modo constatável, que mais parecia que o Iniesta tinha salvo o gato da vizinha, ao tirá-lo de uma qualquer árvore, em vez de ter conquistado um dos mais cobiçados troféus à face da terra. Alguém, ao vê-lo na televisão, podia simplesmente achar que ali estava um zé qualquer que tinha ido ali parar ao topo do mundo por acaso. O controlo emocional que Iniesta mostrava na entrevista seria no fundo a extensão da segurança que demonstrava dentro de campo (enquanto grande jogador que era). Transmitia a sensação de uma pessoa coerente na postura dentro e fora do relvado, sem muito tempo para dar ao vedetismo ou à necessidade de auto-afirmação. Estava ali como parte da equipa e não para ser o rosto que...