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novos sketches feitos naquela app

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facesitting

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Motorola phone I ain’t goin home

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Que sa foda. Há tanta sugestividade e drama nos primeiros 36 segundos de “Drive By” do Peep e, mesmo assim, todo aquele feeling é mesmo de “que sa foda”. Os motores das motas já aqueceram, vai rolar e vai haver um que cai, tá tudo all-in, que sa foda. Há por acaso dois “estalos” (o ruído do rater?) que se ouvem apenas nos primeiros sons do aquecer do motor que, por serem meio inexplicáveis, passam a ser - vá lá - incómodos. Incómodos como uma noite que cheira a merda por acontecer. Incómodos como um fantasma à espreita.   Pá, e, pouco depois dos 30 segundos, o primeiro verso “Motorola phone I ain´t goin home” parece a tatuagem perfeita nas costas dessa brilhante introdução de “Drive By” (excelente título também para somar ao mood). O loop white nosey lá atrás já está em perfeita vertigem há algum tempo, umas pouquíssimas palavras já foram ditas e o rugir dos motores completam toda esta fortíssima atmosfera sonora.   Este filme já só precisava de uma grande line abaixo do títul...

Sobre o amor por filmes que me fazem chorar a rir

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Adoro um bom filme que me faça chorar, mas gosto mais de um que me faça chorar a rir. Quanto ao que me faz normalmente rir, tenho o defeito (ou feitio) de muitas vezes preferir encontrar essa matéria onde é menos provável que apareça. Adoro quando o humor surge inusitadamente, como que aos trambolhões onde não era suposto. Muitas vezes isso funciona como um alívio enorme depois de várias horas mais ou menos aborrecidas. Essa fixação no humor inesperado acabou sobretudo por recair nos filmes que me fazem rir sem ser essa a intenção de quem os criou. Não é muito fácil explicar que, mesmo adorando rir com filmes, só muito raramente veja comédias (vejo uma em cada vinte filmes talvez), mas aqui fica este texto para tentar esclarecer isso mesmo. Aproveito já agora a oportunidade para pedir desculpas às pessoas amigas que, com muito cuidado, me recomendam séries e filmes de comédia deste novo século. Tenho a certeza de que andarão por aí opções excelentes (porque também adoro “South Park”), ...

Como acabaram os Nirvana e como podiam ter acabado os Deftones

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  Falávamos hoje aqui nos stories de perfeitos últimos capítulos de discografia, que deixavam no ar algo de mágico e sagrado. Eu trouxe uns poucos e vocês complementaram com umas poucas sugestões das quais tirei alguns apontamentos. Obrigado. Nessas contas é natural que tenha pensado logo no “In Utero” de Nirvana (estou a falar de álbuns). O “In Utero” naturalmente que tem mil qualidades e a sua banda na máxima força, mas não me venham dizer que é um disco equilibrado. Na minha cabeça infelizmente o “In Utero” passou a ter uma metade melhor e uma metade pior. E a meu ver a parte melhor é a das malhas mais noisy e pesadas, enquanto a pior será a das canções mais acomodadas e que pudessem provavelmente agradar mais à Geffen e executivos de gravata.   E reparem que eu tenho zero problemas com bandas terem discos mais cheios de temas radio friendly (como os Blur e os Weezer, por exemplo). O meu problema incide no facto de, após ter escutado o “In Utero” centenas de vezes (em 32 an...

Divagações e apontamentos sobre “XENONEXO” II - Novela, pimba e Instagram. Fuja mesmo sff.

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Quando a “FUJA MESMO SFF” já estava a bater há alguns dias (e não tem parado de bater), eu pensei qualquer coisa como:”Esta canção deve falar com as pessoas de maneiras muito diferentes. No fundo cada uma tem a sua droga e a sua forma de lidar com este apelo. Na volta a mim a canção estará a tentar aconselhar-me a que fuja do Instagram em 2026. Que me desligue dessa droga”. Muito bem, esse apelo que chegou com o impacto da “FUJA MESMO SFF” ajudou a moralizar-me para largar o Insta e produzir mais 2 horas por dia (numa altura em que o adoro fazer), e até mesmo melhorar a minha saúde mental. Esse compromisso durou a primeira semana de 2026… Desculpa, Conan. O Insta, mesmo com os 70% que me aborrecem e perturbam, preserva ainda assim uns 30% de novela / reality show que me interessa acompanhar. Por algum motivo esses 30% têm um magnetismo comparável ao da primeira era de ficção que me marcou e agarrou: ali algures entre 87 e 93, primeiro com novelas brasileiras que adorei e depois com o “...