1 de 1001 maneiras de amar a “everyday” de Yo La Tengo
Ainda esta semana, na roleta russa do chat do Instagram, um bacano meteu uns stories sobre drone music e depois ficámos a falar de drones. Dois gajos a falarem de drones na internet. Desculpem-me se este post não tem o início mais animador…
Mas, ya, concordámos numas cenas e depois falámos do que faz do drone um drone, etc. Não sei muito bem, até porque estou muito longe de ensinar alguma coisa na matéria. Sei só mesmo que um excelente drone benigno para mim tem de, a certa altura, me fazer querer muito que esse dure para sempre. Por outras palavras: o tipo de drone que amo faz-me, nem que por momentos, querer viver para sempre na sua frequência.
Posto isso, eu nem sei quanto a “Everyday” de Yo La Tengo pode ser associada a drone music ou nada dessas cenas técnicas, mas várias vezes apetece-me que algo de muito mágico que tem nunca mais termine. Por mais vezes que a escute, acho que nunca percebi bem se me leva por coisas boas ou más. Nunca li a letra da música também e ainda bem. Quero só mesmo estar rendido e meio-adormecido pelo que tem de mais trippy, sem pensar em grandes merdas. Acho-a uma masterpiece em termos de mood music (e yo la chegam a ter algumas mais chatas nesse registo). Dá-me muitas vezes vontade de que seja perpétua, tal como os melhores drones benignos.
(p.s.: aprendi a expressão drone benigno com o Pedro Gomes. Obrigado, Pedro.)

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